ANÁLISE DAS CONDIÇÕES OCEÂNICAS

ANÁLISE DAS CONDIÇÕES OCEÂNICAS.

Fig. 1. Anomalia da temperatura da superfície do mar entre 10/07/22 e 06/08/22. Fonte: https://www.esrl.noaa.gov/

As águas superficiais da faixa central e oeste do Oceano Pacífico continuam mais frias do que o normal, como mostram as áreas em azul dentro do retângulo preto na Figura 1, que representa a anomalia média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre o período de 14 de agosto e 10 de setembro.








ÚLTIMAS PROJEÇÕES INDICAM CONTINUIDADE DA LA NIÑA ATÉ O INÍCIO DE 2023.



Fig. 2. Previsão de consenso de fenômenos climáticos, dos institutos NOAA e IRI, atualizada em 14/07/2022.

A mais recente atualização dos centros norte-americanos (08/09), CPC e IRI, continuam indicando a manutenção do fenômeno La Niña no decorrer do segundo semestre de 2022. De acordo com a Figura 2, a probabilidade de ocorrência de La Niña para o trimestre agosto-setembro-outubro é acima de 95% com diminuição gradativa para os trimestres subsequentes, o que indica a continuidade do fenômeno até final de 2022 e início de 2023.


A continuidade do fenômeno La Niña tem como base a persistência de ocorrência de águas mais frias no Pacífico, aspecto que pode ser analisado por meio de modelos que simulam as condições futuras de TSM nessa região, como apresentado na Figura 3.


A previsão de anomalia de TSM indica a continuidade de águas mais frias no Pacífico Equatorial para os próximos trimestres, havendo aumento gradativo de temperatura a partir do trimestre fevereiro-março-abril de 2023 e projeção de condição próxima a neutralidade nos trimestres seguintes. A previsão dos modelos sobre as condições climáticas é atualizada mensalmente e deve ser acompanhada a fim de monitorar possíveis alterações ou a confirmação do cenário para os próximos meses.


Logo abaixo vocês podem conferir a previsão climática da Zeus Agrotech para os meses de setembro, outubro e novembro.





PREVISÃO CLIMÁTICA DA ZEUS AGROTECH


PRIMAVERA COM RETORNO REGULAR DA CHUVA PARA IMPORTANTES REGIÕES PRODUTORAS A PARTIR DE OUTUBRO


A seguir são apresentados os mapas da média de precipitação (ou climatologia) e a previsão de clima da Zeus para os próximos meses na forma de desvio da precipitação em relação ao que é esperado para cada mês. Mais detalhes em relação aos valores das médias e aos desvios estão estão disponíveis na sua plataforma Zeus.


PREVISÃO DE CLIMA DA ZEUS AGROTECH - TENDÊNCIA DA PRECIPITAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS 3 MESES


OUTUBRO/22


Outubro é um mês de primavera em que as chuvas se espalham e se intensificam sobre grande parte do interior do Brasil. Os maiores volumes costumam atingir o meio oeste da região Sul, norte de MT, sul do PA, partes do AM, AC e RO, como mostram as áreas em amarelo claro e azul da Figura 4. No Sudeste e no Centro-Oeste, neste mês, as chuvas normalmente se firmam para o plantio e desenvolvimento das culturas de verão. As chuvas também avançam pelo interior da Fronteira Agrícola do Matopiba, atingindo de forma mais intensa o TO e de forma moderada no extremo sul do MA, sul do PI e o extremo oeste da BA. O tempo seco ainda persiste nas áreas em branco do interior e faixa norte do Nordeste. Para outubro a expectativa é de que as chuvas retornem de forma regular em áreas produtoras do Brasil, podendo ficar acima da média em áreas de MG e norte de SP e no estado de GO, além de áreas na BA e no MT, conforme mostra a Figura 5 nas áreas em azul. Acumulados de chuva que devem ficar dentro da normalidade para o período são indicadas pela cor verde, sendo as regiões predominantes pelo Brasil. Enquanto isso, há expectativa de chuvas abaixo da média nos estados da região Sul e entre o MT e MS.


Fig.4: Previsão Zeus para setembro de/22, com o desvio da precipitação em relação ao que é normal para o mês.
Fig. 3: Média de precipitação, segundo informações do CHIRPS (estimativa de chuva por satélite), para o mês de setembro.















NOVEMBRO/22


No mês de novembro, com a proximidade do verão, as chuvas ganham ainda mais intensidade sobre o interior do Brasil e ocorrem com volumes mais altos em uma faixa que se estende desde a região Norte, passando pelo Centro-oeste até partes da região Sudeste. Sobre o interior da Fronteira Agrícola do Matopiba, as chuvas aumentam de forma gradativa. Sobre a região Sul, MS e SP, as chuvas costumam ser moderadas. Volumes menores de chuva são registrados sobre a faixa norte da região Nordeste, como mostram as áreas mais avermelhadas e brancas da Figura 6. Em novembro de 2022, os efeitos do fenômeno La Niña devem ficar ainda mais evidentes sobre o Centro-Sul do Brasil, o que pode ocasionar irregularidades nas chuvas, principalmente na região Sul, MS, SP, sul de GO e Triângulo Mineiro, como pode ser observado nas áreas em amarelo da Figura 7. Na metade norte do país as chuvas devem ser mais frequentes e volumosas, especialmente no oeste baiano e pelo Matopiba, conforme mostrado na figura nas áreas em azul mais escuro. Nestas regiões são esperadas chuvas que podem ficar muito acima da média. Chuvas acima da média também são esperadas para os estados do PA, grande parte de MT, GO e áreas de MG.


Fig. 5: Média de precipitação, segundo informações do CHIRPS (estimativa de chuva por satélite), para o mês de outubro.
Fig. 6: Previsão Zeus para outubro/22, com o desvio da precipitação em relação ao que é normal para o mês.















DEZEMBRO/22


Dezembro é marcado pela chegada do verão, que é a estação mais chuvosa na maior parte do Brasil. O mês normalmente é marcado por chuvas volumosas e frequentes entre o Sudeste, Centro-Oeste e região Norte, como mostram as áreas em azul da Figura 8. Neste mês podem ocorrer episódios de ZCAS (Zona de Convergência da Atlântico Sul), sistema meteorológico que ocasiona vários dias consecutivos de chuva, as quais podem ser expressivas em várias localidades. A chuva tambémcostumaase intensificar sobrepartes do interior do Matopiba, especialmente no TO, oeste da BA e extremo sul do MA e do PI. Os volumes são mais moderados no extremo sul do país muito baixos no norte de RR e em uma faixa entre o interior do CE e SE, como mostram as áreas em vermelho e branco na Figura 8. Normalmente o interior do Brasil costuma acumular bons volumes de chuva ao longo do mês de dezembro, mas nossa previsão está indicando irregularidade das chuvas, como apontam as áreas em amarelo da Figura 9, sobre os estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Esse indicativo de volume abaixo da média não quer dizer que essas áreas não receberão chuvas, mas que pode haver um maior intervalo entre os dias com chuva, o que se reflete em um maior risco de ocorrência de veranicos. Acumulados acima da média devem continuar sobre o centro-leste do PA, grande parte do TO, MA, PI e porção nordeste do MT. As demais regiões indicam chuvas dentro da média, o que representa a maior parte do país, de acordo com as áreas em vede.



Fig. 7: Média de precipitação, segundo informações do CHIRPS (estimativa de chuva por satélite), para o mês de novembro.
Fig. 8: Previsão Zeus para novembro/22 com o desvio da precipitação em relação ao que é normal para o mês.



TENDÊNCIA DE TEMPERATURA PARA OS PRÓXIMOS 3 MESES


Os mapas a seguir apresentam a maior temperatura máxima que pode ocorrer ao longo dos próximos três meses


TEMPERATURA MÁXIMA


Para o próximo trimestre, outubro é o mês em que as temperaturas devem ficar mais elevadas, com máximas podendo marcar cerca de 40°C no interior do Brasil, conforme ilustra a Figura 10 nas áreas em tons alaranjados. O calor fica menos intenso na metade leste da região Nordeste e Sudeste e sobre áreas da Região Sul, enquanto no Sul do país os valores mais altos devem ficar na faixa entre 32°C e 34°C, ocorrendo ao longo do norte do PR. Em novembro as temperaturas continuam elevadas, mas devem diminuir pelo Brasil Central quando comparadas a outubro, devido a ocorrência de chuvas mais regulares. De acordo com a Figura 11, temperaturas próximas a 40°C ainda podem ocorrer nos estados das regiões Norte e Centro-Oeste, além do oeste de SP e Triângulo Mineiro.

Já ao leste de MG e da BA, esperase temperaturas máximas ligeiramente mais baixas, com algumas localidades não ultrapassando os 30°C, enquanto na região Sul o comportamento será o oposto, haverá elevação das temperaturas de modo geral quando comparado a outubro. Já para dezembro, espera-se que as maiores temperaturas ocorram no MS, sul de MT, oeste de SP e Triângulo Mineiro, conforme mostra a Figura 12 nas áreas de cor alaranjada, com valores girando em torno de 40°C.

A previsão é de que a metade leste das regiões Sul e Sudeste fique com temperaturas máximas mais amenas, da mesma maneira que áreas ao norte de MG, oeste da BA e centro-norte de GO, como se vê pelas cores em tons de verde na figura 12. De modo geral, as regiões Norte e Nordeste também indicam diminuição das temperaturas máximas quando comparado aos meses anteriores, mas com algumas localidades podendo ter temperaturas mais elevadas, como no oeste do AM, noroeste de MT e norte do PA.


Fig. 10. Previsão da temperatura máxima: (a)outubro/22 (b) novembro/22 e (c) dezembro/22.


ANÁLISE AGRONÔMICA


CANA DE AÇÚCAR: EVOLUÇÃO DA SAFRA 2022/23


A moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de agosto na região Centro-Sul atingiu 44,03 milhões de toneladas, alcançando um aumento de 1,79% em relação à quantidade registrada comparando o mesmo período do ano passado, quando foram processadas 43,25 milhões de toneladas.


Com isso o diretor técnico da Unica, Antônio de Padua Rodrigues, em entrevista a Nova Cana, comentou que ao contrário do que ocorreu na primeira quinzena de agosto, o clima mais seco na segunda metade do mês proporcionou o avanço da colheita que, somada à maior produtividade agrícola, ocasionou um aumento da matéria-prima processada no período. “Em especial, a maior recuperação ocorreu em São Paulo, principal estado produtor da região Centro-Sul, com aumento de 2,61% na moagem”, relata. No dia 1º de setembro 256 unidades estavam em operação no Centro-Sul enquanto houve 259 na safra 2021/22. Sendo assim, na segunda quinzena de agosto, duas unidades produtoras encerram a moagem de cana-de-açúcar do atual ciclo.


Em relação à safra americana as preocupações têm sido com o clima quente e seco, que estressa as lavouras do meiooeste dos EUA em seus estágios finais de desenvolvimento. Partes dessa região do país receberam chuva nos últimos dias, mas a expectativa é que o calor nas regiões ocidentais do cinturão agrícola continue impactando as colheitas. Esse clima seco e quente está aumentando a incerteza dos investidores sobre os riscos de rendimento das safras. Os traders esperam que o USDA reduza suas perspectivas para a produção de milho dos EUA, de acordo com uma pesquisa da Reuters com analistas do mercado.


A qualidade da matéria-prima colhida na segunda quinzena de agosto, mensurada em quilos de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou queda de 0,33% na comparação com o mesmo período do último ciclo agrícola, registrando 154,46 kg de ATR por tonelada colhida. Enquanto a produção de açúcar na segunda metade de agosto totalizou 3,14 milhões de toneladas +5,77%. No acumulado da safra, a moagem totalizou 366,29 milhões de toneladas ante 393,47 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2021 – queda de 6,91%. Além disso, houve queda no índice que mede a qualidade da cana com resultado de 1,65%, com o indicador marcando 138,01 kg de ATR por tonelada. No acumulado desde o início da safra 2022/23, a fabricação do adoçante totaliza 21,77 milhões de toneladas, frente às 24,33 milhões de toneladas do ciclo anterior (-10,54%).


Já a produção do etanol na segunda quinzena de agosto, chegou a 2,25 bilhões de litros -1,23% de etanol fabricados. Do volume total produzido, o hidratado alcançou 1,3 bilhãode litros (-1,52%), enquantoaprodução de etanol anidro que totalizou 947,29 milhões de litros (-0,83%). No atual ciclo agrícola, a fabricação de etanol atingiu 17,94 bilhões de litros (-4,29%), dos quais 10,97 bilhões consistem em etanol hidratado (-5,28%) e 6,97 bilhões em anidro (-2,71%).


No mês de agosto, as unidades produtoras do Centro-Sul comercializaram 2,69 bilhões de litros de etanol, o que representa um avanço de 7,51% em relação ao mesmo período da safra 2021/22. Portanto no mercado interno, o volume de etanol hidratado comercializado alcançou um valor de 1,38 bilhão de litros, o que causou uma queda de 6,22% em comparação ao mesmo período da safra anterior. As vendas domésticas de etanol anidro, por sua vez, seguem em direção oposta, totalizando 1,08 bilhãodelitrosnomês,registrandocrescimento de 20,5%. No acumulado da safra, foram comercializados 6,89 bilhões de litros de hidratado domesticamente (-6,72%) e 4,43 bilhões de litros de etanol anidro (+5,68%).


Desde o início da safra 2022/23, as unidades produtoras comercializaram 12,20 bilhões de litros de etanol, o que representa uma queda de 0,87% em relação ao mesmo período da safra anterior. Desse volume, as vendas de etanol hidratado totalizaram 7,21 bilhões de litros (-7,89%); já as de anidro, 4,99 bilhões de litros (+11,39%). De acordo com a B3, até o dia 9 de setembro, 20,81 milhões de CBios foram emitidos em 2022. Com relação ao volume negociado e posse de créditos, até a data mencionada, a parte obrigada do programa RenovaBio já adquiriu cerca de 26 milhões de créditos de descarbonização. Esse volume representa 71% da meta de aquisição total para o ano corrente.


MILHO: PLANTIO DA SAFRA VERÃO NO PARANÁ VAI A 32%


A Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná divulgou, por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), seu o relatório de plantio e colheita das principais safras do estado. O relatório semanal apontou que 97% das lavouras de segunda safra já foram colhidas no estado. Enquanto isso, os 100% de área restante estão em maturação. Quanto a qualidade dessas áreas, os técnicos do departamento classificaram 69% das lavouras como em boas condições, 26% em médias e 5% em ruins.


Ao mesmo tempo, o reporte traz o avanço das atividades de plantio da safra verão de milho, com 32% da área já semeada, com 53% das lavouras em germinação e 47% já em desenvolvimento vegetativo. No total, o estado deve cultivar 404.305 hectares.


Na região Sudoeste do estado mais uma vez os produtores se preocupam com a infestação de cigarrinhas.“Este deve ser o fator determinante para a redução ou aumento das áreas na região”, aponta o relatório. Levando em conta todo o Centro-Sul do país a colheita da safrinha 2022 de milho atingiu 99,2% da área estimada de 14,728 milhões de hectares na sexta-feira (9), segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.


ALGODÃO: SAFRA 2021/22 TERMINA COM QUEDA DE 200 MIL TONELADAS NA PRODUÇÃO


A safra de algodão 2021/22 chega ao final no Brasil com produção de 2,6 milhões de toneladas, o que representa uma queda ante à projeção inicial de 2,8 milhões de toneladas. O corte de chuvas no Mato Grosso em abril e na Bahia em maio foi o responsável pelo recuo.


Segundo o presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão),Júlio Cézar Busato ao canal Notícias Agrícolas, o clima também não ajudou na qualidade do algodão colhido, que perdeu, especialmente, nas áreas mais afetadas com a seca.


Do lado da comercialização, os produtores já negociaram praticamente toda a produção com bons preços de mercado e custo de produção mais reduzido, garantindo boa rentabilidade. Pensando na próxima safra 2022/23, a entidade espera que a área cultivada cresça 2%, retomando os 1,66 milhão de hectares da temporada 19/20, quando o país atingiu o recorde de produção de 3 milhões de toneladas.


SOJA: PLANTIO IMINENTE DA SAFRA 2022/23 GERA OTIMISMO NOS PRODUTORES


Os sojicultores brasileiros mantêm o otimismo neste início de ciclo, quando poderiam colher um recorde de 150 milhões de toneladas, ainda que uma seca tenha prejudicado a produção em 2021/22, os insumos tenham subido e a demanda chinesa tenha enfraquecido.


Muitos produtores veem a produção brasileira potencialmente se recuperando e aumentando os estoques mundiais da oleaginosa. Enquanto o vazio sanitário contra o fungo da ferrugem acabou na quintafeira (15/09) em Mato Grosso, liberando oficialmenteoplantio,no Paranáasemeadura está autorizada desde o último dia 10, com produtores em Cascavel e Ponta Grossa iniciando os trabalhos.


Na semana passada, a consultoria Datagro estimou que 16,2% da safra de soja prevista para 2022/2023 do Brasil havia sido comercializada, 9,1 pontos abaixo da média histórica. As exportações da safra de soja do Brasil em 2022 devem cair para 77 milhões de toneladas, versus 86,1 milhões de toneladas em 2021, segundo a Abiove, associação da indústria do setor.



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