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ANÁLISE OCEÂNICA E PREVISÃO CLIMÁTICA PARA O PROXIMO TRIMESTRE - DEZEMBRO/22

Atualizado: 15 de dez. de 2022



ANÁLISE DAS CONDIÇÕES OCEÂNICAS.

Fig. 1 - Anomalia de temperatura da superfície do mar entre 13/11/22 e 10/12/22. Fonte: https://www.esrl.noaa.gov/

As águas superficiais da faixa oeste e leste do Oceano Pacífico continuam mais frias do que o normal, como mostram as áreas em azul na Figura 1, que representa a anomalia média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre o período de 13 de novembro e 10 de dezembro.








LA NIÑA AINDA PREVALECE NO DECORRER DO VERÃO, MAS PERDE FORÇA ATÉ O FINAL DA ESTAÇÃO

Fig. 2. Previsão de consenso de fenômenos climáticos, dos institutos NOAA e IRI, atualizada em 08/12/2022.

A última atualização (08/12) dos centros norte americanos CPC e IRI ainda indica condições para La Niña pelo menos ao longo do verão. De acordo com a Figura 2, a probabilidade para o fenômeno ao longo do trimestre novembro-dezembro-janeiro é próximo a 100%, enquanto nos trimestres seguintes as condições para La Niña tendem a diminuir, indicando que o fenômeno deve começar a perder força já no trimestre dezembro-janeiro-fevereiro, podendo já começar a realizar a transição para a fase de neutralidade climática partir do trimestre janeiro-fevereiro-março de 2023, ou seja, o inicio do outono no Hemisfério Sul deve ser com Neutralidade Climática.


A seguir vocês acompanham a previsão climática da Zeus Agrotech.


PREVISÃO CLIMÁTICA DA ZEUS AGROTECH



A seguir são apresentados os mapas da média de precipitação (ou climatologia) e a previsão de clima da Zeus para os próximos meses, na forma de desvio da precipitação em relação ao que é esperado para cada mês. Mais detalhes em relação aos valores das médias e dos desvios estão disponíveis na sua plataforma Zeus.


PREVISÃO DE CLIMA DA ZEUS AGROTECH - TENDÊNCIA DA PRECIPITAÇÃO PARA OS PRÓXIMOS 3 MESES


JANEIRO/23


A tendência para o janeiro de 2023 é de que os volumes fiquem dentro da média na maior parte do país, como mostrado na Figura 4. Algumas áreas na Região Sul, como na metade sul do RS, nas serras gaúcha e catarinense, e na Região Nordeste entre o PI, CE, PE e BA, além do litoral da Região, apontam condições de desfavorecimento da chuva no decorrer do mês. Em contrapartida, há expectativa de que o norte do PR e grande parte dos estados de MS e SP recebam mais chuvas do que o normal para o período.


Fig.4: Previsão Zeus para janeiro/23, com o desvio da precipitação em relação ao que é normal para o mês.
Fig. 3: Média de precipitação, segundo informações do CHIRPS (estimativa de chuva por satélite), para o mês de janeiro.















FEVEREIRO/23


Para fevereiro de 2023, a Região Sul deve continuar com chuvas abaixo do normal, assim como no extremo sul do MS. Já da faixa norte do PR, passando por SP, Triângulo Mineiro e sul de MG, MS, grande parte do MT, RO, sul do AM, sul do PR e no litoral de SE e AL, espera-se chuvas próximas da normalidade durante o mês. Nas demais áreas do Brasil Central os acumulados tendem a ser acima da média, como apontado pelas áreas em azul no mapa, com destaque para o Matopiba e partes do PA, CE e PE, onde o total de chuva pode ficar muita acima da média.


Fig. 5: Média de precipitação, segundo informações do CHIRPS (estimativa de chuva por satélite), para o mês de fevereiro.
Fig. 6: Previsão Zeus para fevereiro/23, com o desvio da precipitação em relação ao que é normal para o mês.















MARÇO/23


Para março é esperado que o total de chuva na Região Sul seja mais próximo da normalidade, abrangendo grande parte do RS, metade oeste de SC e sudoeste paranaense, enquanto o extremo oeste do estado gaúcho, metade leste de SC e as demais áreas do PR, as chuvas devem ser mais irregulares, resultando em acumulados abaixo da média, assim como na metade sul do MS e sul e oeste paulista. Chuvas dentro da média são esperadas para o Brasil Central, além de áreas entre o norte da BA e a divisa entre o PI e o MA. Já na porção mais norte do país são esperadas condições mais úmidas que tendem a ocasionar volumes de chuva acima da média desde a metade norte do Espírito Santo, passando pela faixa norte de MG, oeste baiano, metade sul do TO, MA, metade norte do PI, litoral do CE e parte do oeste do PA. Além disso, acumulados muito acima da média podem ocorrer na metade norte do TO e na porção central do estado do Pará.


Fig. 7: Média de precipitação, segundo informações do CHIRPS (estimativa de chuva por satélite), para o mês de março.
Fig. 8: Previsão Zeus para março/23 com o desvio da precipitação em relação ao que é normal para o mês.



TENDÊNCIA DE TEMPERATURA PARA OS PRÓXIMOS 3 MESES


Os mapas a seguir apresentam a maior temperatura máxima que podemos esperar ao longo dos próximos três meses.


TEMPERATURA MÁXIMA


Além de chuvosa, a estação de verão é caracterizada por ser um período com temperaturas elevadas em diferentes partes do país, onde nas regiões mais ao norte do Brasil as máximas não atingem valores considerados extremos, pois a chuva normalmente acontece de maneira uniforme nestas áreas. As maiores temperaturas tendem a ocorrer em áreas onde a chuva adquire um padrão mais irregular, diminuindo a formação de nuvens, o que facilita a luz do sol chegar à superfície e promover a elevação da temperatura.


Em janeiro as temperaturas mais elevadas são esperadas para a parte mais central do Brasil, principalmente no MS, oeste paulista e áreas entre o MT, GO e TO, onde as máximas podem superar os 40°C. De modo contrário, a metade norte dos estados de RR e AM, faixa litorânea do Nordeste, centro e sul da BA e a parte central da Região Sul, tendem a ter temperaturas mais amenas, com máximas podem ficar abaixo de 30°C


Fevereiro indica um comportamento diferente das áreas mais quentes, com a parte Centro Norte do país tendo diminuição das temperaturas e termômetros subindo na Região Sul. As máximas mais expressivas são esperadas entre o MT e MS, entre SP e MS, e no extremo oeste do RS, chegando próximo dos 40°C. Enquanto isso, diferentes pontos das Regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e especialmente do Sudeste, passam a ter tardes com temperaturas não tão elevadas, com destaque para a porção leste dos estados da BA e MG, podendo ficar abaixo dos 28°C.


As temperaturas máximas para março apresentam um padrão parecido ao de fevereiro, com tardes mais amenas de modo mais espalhado pelo interior do Brasil, sobretudo em MG, GO, oeste da BA e leste de SC, marcando temperaturas na casa de até 28°C. Já o calor mais forte continua sobre parte da Região Sul, no MS e sul do MT, havendo também elevação da temperatura no AC e em RR, mas é no estado do AM que os termômetros devem subir de forma mais acentuada, ficando próximo dos 40°C


Fig. 9. Previsão da temperatura máxima: (a) janeiro/23 , (b) fevereiro/23e (c) março/23.

Plantio da safra 2022/23 de soja e milho vai chegando ao final e produtores torcem pela chuva


Com o plantio da safra 2022/23 de soja atingindo 95% da área no Brasil até o último dia 08 de dezembro segundo a AgRural, a má distribuição das chuvas segue no radar dos produtores, ainda que não haja registros de perdas significativas até o momento.


No Mato Grosso a condição de clima instável, com altas temperaturas e veranicos, provocaram pontualmente estresse hídrico nas plantas em várias regiões do estado. Essas irregularidades impossibilitaram a finalização do plantio até a primeira semana de novembro, sobretudo na região leste mato-grossense, além da suspensão momentânea da semeadura, houve replantio pontual em talhões mais atingidos por déficit hídrico.


Apesar dos problemas climáticos , a maioria das lavouras se encontram visualmente com bom vigor na estrutura vegetal, porém existe a possibilidade de redução de produtividade nas áreas mais impactadas por chuvas diminutas e caso elas não retornem com regularidade.


A boa notícia é que há chuva nos mapas de previsão para grande parte do país nos próximos dias. Dentre os estados do sul, o RS, onde o plantio vai entrando na reta final, segue com o alerta ligado, embora a safra de soja no estado ainda esteja muito no início e não corra risco sério de quebra.

Em relação ao milho verão semeado em setembro os produtores gaúchos devem redobrar a atenção, visto que as lavouras já atravessam fases reprodutivas sob tempo seco e quente, o que pode ocasionar a perda de potencial produtivo em parte do estado. Os produtores catarinenses também se queixam da baixa umidade no oeste do estado.


Em Goiás a irregularidade das chuvas e índices pluviométricos maios baixos que o esperado foram os principais motivos para o atraso na semeadura do milho, que comumente é finalizado até o final de novembro, devido a estas condições, produtores do estado deram prioridade ao plantio da soja, por isso o plantio do milho se estendeu até a primeira quinzena de dezembro.

Em todo o centro-sul do país, 96% da área estimada para o milho verão 2022/23 foi semeada até o último dia 08 de dezembro.





UNICA trás as atualizações para segunda quinzena de novembro da safra 2022/23 de cana-de-açúcar



Figura 2: Colheita da safra 2022/23 de cana-de-açúcar. Fonte: Portal do Agronegócio.


A moagem de cana-de-açúcar na segunda quinzena de novembro na região Centro-Sul totalizou 16,23 milhões de toneladas, registrando aumento de 318,75% em relação à quantidade registrada em igual período do ano passado, quando foram processadas 3,88 milhões de toneladas.


Na segunda quinzena de novembro, 56 unidades produtoras encerraram a moagem de cana-de-açúcar no atual ciclo. No acumulado, o encerramento de safra atingiu 175 unidades até o final de novembro. No início da primeira quinzena de dezembro, 84 unidades estavam em operação no Centro-Sul frente às 27 empresas na safra 2021/22.


A expectativa é de que 23 unidades encerrem a safra nos primeiros quinze dias de dezembro.

A qualidade da matéria-prima colhida na segunda quinzena de novembro, mensurada em quilos de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, avançou 4,27% na comparação com o mesmo período do último ciclo agrícola, registrando 139,87 kg de ATR por tonelada colhida. A produção de açúcar na segunda metade de novembro totalizou 1,03 milhão de toneladas.

Na segunda quinzena de novembro, 887,26 milhões de litros de etanol foram fabricados. Do volume total produzido, o hidratado alcançou 387,40 milhões de litros, enquanto a produção de etanol anidro totalizou 499,86 milhões de litros.


No acumulado desde o início da safra 2022/23 até 1º de dezembro, a moagem atingiu 531,93 milhões de toneladas neste ano, ante 521,19 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2021, um ligeiro avanço de 2,06%. A quantidade de cana-de-açúcar processada na atual safra já supera a moagem total registrada no último ciclo, quando 523,45 milhões de toneladas fecharam o balanço de oferta de matéria-prima, em 31 março de 2022.


Informações preliminares do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), para uma amostra comum de 27 unidades produtoras, indicam que foram colhidas 67,9 toneladas por hectare em novembro de 2022, o que representa um aumento de 7,3% no rendimento agrícola da lavoura na comparação com o mesmo período na safra 2021/22 (63,3 toneladas por hectare).


No acumulado da safra, o indicador ainda apresenta uma queda de 1,31%, marcando 141,12 kg de ATR por tonelada colhida.




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ZEUS AGROTECH DE DEZEMBRO/22

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